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Facção A.D.A - Amigos dos Amigos
 

A facção surgiu dentro dos presídios do Rio de Janeiro, entre 1994 a 1998, logo se aliando ao Terceiro Comando, para diminuir o poderio do Comando Vermelho. Seu fundador, Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, foi expulso do Comando Vermelho após matar o então líder da facção, Orlando Jogador. Na cadeia, se uniu a Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém e a José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha.

Paulo Cesar Silva dos Santos, o Linho, (morto – informações relatam que ele morreu em São Paulo, após um emboscada)  era uma das maiores lideranças do ADA em liberdade, mas em meados de 2000, Linho, que tentava a alguns anos já, tomar a Nova Holanda, território do Comando Vermelho, no Conjunto de favelas da Maré, do qual Linho era líder de uma parte.


Ocorre que para invadir a Nova Holanda, Linho precisava entrar na Baixa do Sapateiro, favela cujo líder era Nei da Conceição Cruz, o Facão (preso), que tomava grandes prejuízos na venda de drogas, pois invasões demandavam tempo e chamavam a atenção da Polícia, que não raro, realizavam Operações e Ocupações da Baixa do Sapateiro e Timbau.


Em um baile na Vila dos Pinheiros, Linho avisou Facão que iria atacar a Nova Holanda, quando Facão, discutiu com Linho não deixando que o fizesse, além de ter matado um primo de Linho, semanas antes, após este também querer "dar um ataque" na Nova Holanda, os "bondes" (seguranças) de Linho e Facão chegaram a apontarem armas uns para os outros dentro do baile, mas não teve maiores conseqüências naquele momento, posteriormente Facão, criou o FFF (Formou na Firma do Facão).

Facão foi criado na Favela Beira-Rio em Acari e tinha muita amizade com Derico, líder do tráfico na favela de Acari na época, o que fez com que Linho tomasse uma atitude que iria separar de vez o TC do ADA, até então amigos, tomou o Morro da Lagartixa, que faz divisa com o Morro da Pedreira de Derico, rachando de vez com o TC.

Quem era ligado a Linho, permaneceu ADA, outras favelas viraram TCP, como Acari, Parada de Lucas, Senador Camará, Rebu,Coréia, pois eram ligados e abastecidos pelo Robinho Pinga, Robertinho de Lucas e Edinho Portugal. Após um golpe de estado no Morro do Dendê, Noquinha, um traficante bastante violento, ligado a Sassá (preso), foi expulso e o Dendê veio a se ligar ao TCP, o que ocasionaria uma guerra que o ADA iria perder, enfraquecendo bastante Sassá.

Linho, porém nunca mais foi visto, algumas pessoas dizem que seu advogado o matou em SP, outros que teria ido para Europa onde vive até hoje, fato é que o ADA não recebe ordens de Linho. Sassá, passa então a ser o líder do ADA, junto com Gangan (morto), líder da Serrinha, São Carlos, Querosene e Coroa e Arley (morto), líder da Pedreira, Lagartixa, Jorge Turco e Muquiço.

Em 2002, Uê,um dos líderes do ADA, foi morto dentro do presídio Bangu I por seu maior rival, Fernandinho Beira-Mar. Celsinho da Vila Vintém, outra liderança do ADA, fingiu mudar de lado e escapou da morte. Em 2004, a ADA perdeu um de seus líderes, Irapuan David Lopes, o Gangan, do Morro de São Carlos (Estácio), morto em um tiroteio com a polícia.

Outro lider do ADA, o Pão, foi morto em confronto com Policiais do BOPE, logo depois Arley tambem morreu em confronto com Policiais Civis.

Em 2005, Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, principal líder do grupo, foi preso no Complexo da Maré. Em seu lugar assumiu Tadeu dos Reis Nascimento, o Bola, então líder do Complexo de Favelas do Caju. Bola mantinha contatos com gente da alta sociedade.  Mas Bola não teve tempo pra muita coisa, morreu no Morro do Juramento na Rua Ierê numa troca de tiros com policiais do 9º BPM.

A facção que já estava enfraquecida viria a ruir de vez, depois da morte dos traficantes Donga e Eguiberto (sobrinho do traficante Uê no Morro do Adeus), os traficantes conhecidos como DJ e Jacaré assumiram uma parte do ADA, o Morro do Juramento e o Adeus; eles mataram o irmão de Uê e o traficante Donga, chefe do Adeus, sendo assim o começo do chamado golpe de estado aplicado por eles.

O traficante Márcio Ramos da Silva (vulgo "Pastor"), da favela Pára-Pedro, assumiu as bocas de fumo desta favela de Irajá, causando um racha na quadrilha. Ele teve o apoio do traficante Linho que deixou a Pára-Pedro para o sobrinho de Uê, o traficante Cai-Cai. Os traficantes do morro do Adeus expulsaram o grupo formado por Pastor, onde foram presos em Cabo Frio sete traficantes no Complexo da Boca do Mato, dominado pelo traficante conhecido apenas como "Chapa Quente".

Com a prisão do chamado "Bonde do Pastor", DJ e Jacaré assumiram a frente do Juramento, Pára-Pedro e Adeus, mas morreram em confronto com a Polícia. Logo após a morte destes, Anderson da Silva Verdan, o Bamba, um playboy no tráfico, assumido o tráfico no Juramento e no Pára-Pedro, tendo perdido o controle no Morro do Adeus, Juramento e Para-Pedro.

O ADA hoje, mantém alguns poucos fortes complexos, a Rocinha que conta com bandidos vindos de diversos lugares do pais (principalmente vindos da Região Nordeste, são respeitados na comunidade esse eram assaltantes no Sul mas que por convite dos traficantes resolveram entrar para a facção, além de serem braços direitos do traficante Nem da Rocinha, dono do Vidigal e da Rocinha na Zona Sul (que eram CV), após mudarem de facção quando os líderes do CV alegando que os traficantes da Rocinha não estavam contribuindo com a caixinha da facção de forma adequada, resolveu tomar do traficante Lulu o controle do tráfico no Morro e passá-lo a Dudu, ocasionando uma guerra que durou dias, amplamente televisionada e que custou a morte de várias pessoas, não tendo êxito, como Lulu, tinha parentes no São Carlos, foi fácil a mudança de facção, do CV para o ADA.

Os outros grandes complexos eram os de São Carlos no Centro, que engloba, São Carlos, Zinco, Querosene, Mineira (tomada do CV) e Coroa(embora não ligada fisicamente aos outros redutos, é separada apenas pela Rua Itapiru). Morro dos Macacos (em Vila Isabel e Complexo da Pedreira na Zona Norte) no bairro de Costa Barros, quase na Baixada Fluminense, abrangendo os Morros da Pedreira, Lagartixa, Quitanda e Final Feliz[desambiguação necessária]. Possui outras favelas, mas estas são as principais.

Hoje, pode se considerar a facção ADA uma facção em expansão, seus líderes tomam conta basicamente do que é deles, o Nem da Rocinha, o Coelho do São Carlos e assim continuamente. Seus grandes redutos são muito longes um dos outros. As favelas da Maré que eram de Linho e depois de Sassá, foram tomadas por Facão, quando este foi solto por um indulto de Natal, vindo depois a ter novo mandado de prisão, sendo capturado fora do estado do RJ. Como Sassá perdeu força, já não tem tanta voz ativa, sendo uma liderança ainda, junto ao Complexo da Pedreira, onde Cristiano dos Santos Guedes, o Puma é líder.

A facção ganha um novo aliado, ligado ao São Carlos, grande matuto e líder do tráfico em Macaé, norte do estado, Roupinol, traficante homicida que tinha esse apelido por ser desequilibrado e ter de tomar o remédio ROUPINOL, tranquilizante, porém em 2010  Roupinol foi morto no São Carlos em confronto com a polícia civil, assim o ADA perdeu mais um lider.

A Vila Vintém, ainda permanece ADA. No complexo da Maré, Vila do Pinheiros ocupados pela facção do facção TCP, Lider da Facção ADA do Morro da Pedreira com Investimentos da Rocinha, tentam tomar novamento a Vila dos Pinheiros dos Rivais. Sem Condições Por Intermedio da Policia Que Está dificultando os Ataque dos ADA.

Em janeiro de 2007, a ADA conseguiu tirar o Morro da Mineira das mãos do Comando Vermelho, após intenso tiroteio, que resultou em dezenas de mortes, a maioria de traficantes ligados ao CV. Após expulsar os invasores, os traficantes da facção tomaram posse do morro, sendo, por sua vez, vítima de outro ataque logo depois, no qual criminosos de várias favelas dominadas pelo Comando Vermelho se juntaram para tentar a retomada deste morro, sem sucesso.

Os invasores do Comando Vermelho acuaram o "bonde do Coelho", que veio a ser acudido pelo bando do seu aliado, "Empada", que estava no Morro de São Carlos na contenção. "Empada", que veio com um bando de traficantes do Morro de São Carlos, Morro do Zinco e Morro do Querosene, conseguiu acuar os membros do Comando Vermelho, obrigando-os a fugir pelo cemitério. Desde então a favela ainda não sofreu mais nenhum ataque, e hoje conta com um baile funk patrocinado pelos traficantes, que mantêm uma política de agradar aos moradores, e vendem uma cocaína considerada forte, o que atrai muitos viciados, que por vez financiam a facção criminosa.

Moradores dos morros Fallet e Fogueteiro (principais morros responsáveis da invasão por serem as comunidades do CV mais próximas a Mineira) relatam que a favela foi sim tomada pelo CV durante a madrugada, mas por conta do desespero dos lídes do ADA o traficante Coelho do São Carlos entrou rapidamente em contato com o traficante Nem líder da Rocinha, e juntos arrecadaram cerca de R$ 100 mil que foi entregue a outros traficantes  para que retomassem a comunidade para a ADA. Devolvendo assim a comunidade ao traficante Coelho

Em 2005, a ADA conseguiu expandir seus domínios até municípios vizinhos, principalmente São Gonçalo, com a Chumbada, que decidiu se unir à facção depois da morte de um de seus traficantes, conhecido como "Bocão", e após constantes guerras com os morros de Menino de Deus e Escadão, trouxeram esta favela ao domínio do grupo, juntamente com os morros da Alma e da Rua da Feira.

A adesão do complexo da Chumbada à facção ADA iniciou-se pouco antes da morte de Reginaldo Bocão, tendo sido este o facilitador do golpe de estado que viabilizou a mudança na bandeira da favela. Bocão vendeu um de seus principais comparsas (o Eréuzo da Chumbada) para a polícia em troca de período de sossego temporário para inversão da facção, pois este em sua vez era CV Radical e não aceitou a mudança, tratando-se de uma ameaça para a facção. Ao ser preso, Reginaldo foi morto na prisão pelo envolvimento com a mudança de facção na Chumbada, que era de domínio do traficante Luiz Paulo Gomes, o Luiz Queimado.